À espera da Primavera...

...que teima em não aparecer.





Então... ficam tristes, decepadas, molhadas e sombrias...as pobres flores!

Janelas do Tempo

Lembro-me de como brincava às escondidas
Esquecida dos gestos que me denunciavam
Recordando os risos.
Da imensa felicidade tonta
Daquele não pensar em nada,
Que vasculhava,
Se mesclava com o escuro,
Atrás de tantos muros.

Estou a encaracolar a memória entre os dedos, distraída...

Escondo-me das lembranças.
Permaneço atrás do muro ainda,
Calada, quieta, aninhada,
Rindo, cúmplice...
Mas bastou um ligeiro movimento em falso,
Bastou um estalido,
Este meu sorriso,
Para que as lembranças me descobrissem.
Levam-me, aos ombros, vitoriosas!

Já me estou, agora, olhando,
Qual janela virada ao tempo.
Caiu-me a memória das mãos.
Pousou na ombreira daquela janela,
Qual vaso de sardinheiras ciclâme.
Foram-se as lembranças,
Já não estou distraída.

Observo o nada, que me absorve
E penso, olhando pela janela:
O ontem não é breve…
Demora!

Quando o olho,
Faço dele presente,
E acabo cerrando os olhos,
Para ver melhor ainda,
Para sentir saudade,
Sonhando com as lembranças,
Enfeitando com a memória,
Tantas janelas dum tempo,
Como esta, por onde estou olhando...

Cristina Miranda©
Enviado pela Cris, a propósito do livro Essência e Memória. Agradeço com amizade e dmiração pelo seu talento de jogar com as palavras.

Suavidade



Na suavidade das palavras mostramos as nossas verdades,
na suavidade de um olhar abrimos o nosso coração,
na suavidade de uma flor mostramos os nossos sentimentos.

Na vida, com suavidade, apreciamos tudo de bom aue ela tem!

Essência e Memória

Para mais tarde recordar,
para deixar "obra feita", para que o meu nome perdure pelas novas gerações e pelas gerações vindoras.
Para que possam dizer: as fotos da minha mãe, da minha avó, da minha bizavó....
Para mais tarde recordarem!