Incrédula...

...olhei-te nos olhos.
Não podia ser, comigo não!
O teu cérebro gasto e cansado, pode estar confuso,
baralhado por vezes.
Já te ouvi trocar os nomes, enganares-te nas silhuetas à tua frente.
Mas hoje deixaste-me incrédula.
Só podia ser brincadeira, afinal sempre foste muito brincalhão comigo.
Perguntei, repeti, afastei-me e apontei para mim própria.
Mas a tua indecisão...
os nomes que te saiam como por adivinhação deixavam-me assustada,
baralhada, triste.
As minhas pernas tremeram.
Quando por fim o meu nome foi proferido,
um soluço surdo foi abafado naquele abraço.
A doçura do teu colo voltou para mim.
Por favor...comigo não!
Que Deus não o permita!



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